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“TODAS AS COISAS VÊM ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE DE DEUS. TUDO VIVE POR SEU PODER, E TUDO É PARA A SUA GLÓRIA. A ELE SEJA A GLÓRIA PARA TODO O SEMPRE” (ROMANOS 11.36)

 Existe um incômodo preconceito silencioso para com a Bíblia, e a natureza humana incrédula deseja tentar determinar o que Deus pode ou não pode fazer e criar. É profundamente divulgado, sob as mais diversas formas e sutilezas, que a ciência substituiu a religião como estágio do pensamento humano. Desde J. G. Frazer em sua obra “O Ramo Dourado”, essa mentira é apregoada baseada em muitas especulações e raros fatos.

Para os evolucionistas, a idéia de que Deus criou o mundo como está relatado na Bíblia, “é quase uma ofensa contra quem se dedica há tanto tempo a esmiuçar o ‘milagre’ da criação. E nem tem respaldo entre os teólogos, numa época dominada pelo conhecimento dos átomos e genes”. (Revista Época. Pág. 81. 27 de dezembro de 1999)

Há uma tendência quase universal do homem em colocar-se no lugar de Deus, pretendendo determinar a validade de Suas ações e reações, conforme o que constata em si mesmo. Esquecendo que a “evolução” não encontrou ainda, a mais insignificante prova sequer. Nem prova física e nem mesmo uma prova matemática que equacione os dados fornecidos. Uma das explicações do por que da aceitação generalizada da Teoria da Evolução, é o falso status de ciência que ela recebe.

Mas nenhum sofisma, teoria ou equação tem força suficiente para sobrepor-se a verdade do Deus Criador. Pois mesmo que os átomos sejam as unidades firmes e sólidas do Universo, foram criados por Deus. Por isso Emílio Conde classificou de “crime de lesa-divindade atribuir a origem da vida à inconsciência dos átomos”. Toda a criação surgiu de um plano de Deus e não por acaso. Desde o menor elemento que possa compor um átomo, até a maior galáxia, tudo faz parte deste sublime plano de Deus.

Em “De Genesi ad litteram imperfectus liber”, Agostinho faz referência às “rationes seminales” (”forças geminativas”): para ele algumas criaturas foram criadas na plena perfeição e outras apenas “esboçadas”. A terra estaria impregnada de forças geminativas, cuja essência estaria na umidade. Esta estranha doutrina se aproxima mais da Teoria da Geração Espontânea do que da Teoria da Evolução. Pois para Agostinho, mesmo nessa doutrina, que dava o crescimento e desenvolvimento dos animais “esboçados”, era Deus.

Já foi considerado que em Sua criação, Deus fez provisões para que variedades adicionais se desenvolvessem (todas registradas no código genético). Isto não significa o surgimento de novas raças! Mas pequenas mudanças observáveis dentro do tipo básico das espécies que Deus criou. Ou seja, a adaptabilidade de uma espécie e não sua mutação em outra.

Mas em nenhum momento a Bíblia apóia a evolução dos animais, pois nem mesmo a mais simples célula pode evoluir com o tempo ou com o acaso. A expressão encontrada no relato “conforme a sua espécie”, demonstra a fixidez das espécies básicas, sendo uma lei imutável confirmada pelo DNA. Pois os grupos básicos, quando cruzados com outros, não se reproduzem. Por isso desconheço qualquer outra origem das espécies, que não seja ato criativo de Deus.

Para Parmênides (540-480 a.C.) nada que existe pode se transformar ou mudar. O filósofo grego Aristóteles (384 - 322 a.C.) acreditava que existia um conjunto fixo de espécies, que se reproduzem de forma fiel a sua classe e formam uma escala que vai do simples ao complexo, tornando a evolução impossível.

Os primeiros adeptos da Teoria da Evolução pensavam que teria existido uma fase na origem da história humana em que não havia religião. Partindo da crença de um antepassado pré-símio, e que animais não possuem religião, os evolucionistas supunham ter existido um longo caminho até o desenvolvimento da religião. Todavia provou-se que esta crença era falsa. Todos os povos possuem a memória de alguma espécie de deus superior, um tipo de bondoso pai-criador-deus, que por não ser temido deixou de ser adorado.

Por isso é “que a evolução a partir do animatismo (medo do escuro, ou segundo Bouquet, crença numa vaga, poderosa e aterrorizadora força inescrutável) já não pode ser considerado como axiomática, e alguns antropólogos estão agora a sugerir que, sob certo ponto de vista, o monoteísmo pode ser mais primitivo e natural do que o animismo (religião do medo dos espíritos das tribos primitivas). A sua investigação sugere que as tribos não são animísticas porque tenham evoluído sem modificações desde a alvorada da História. Pelo contrário, as provas indicam uma degeneração de um verdadeiro conhecimento de Deus. O isolamento em relação aos profetas e livros religiosos levou-os ao suborno sacrificial para aplacarem os espíritos, em vez das alegres refeições sacrificiais na presença do Criador”.

Assim, as provas da História levam-nos de regresso a uma reconsideração da resposta bíblica”. (As religiões do mundo: do primitivismo ao século XX”. Pág. 31)

Em cerca de 248 d.C., o filósofo grego Celso havia afirmado que o monoteísmo era ridículo. Com base nesta afirmação, Orígenes (185-255 d.C.) escreveu a obra “Contra Celsum”, onde afirmou que a razão nos conduz ao monoteísmo. Pois o politeísmo se desenvolveu à medida que o homem se afastava de Deus.

A simples afirmação de que as respostas contidas no livro de Gênesis são relatos baseados na História, já seria motivo suficiente para gerar protestos de cientistas e intelectuais. Pois ignoram que entender plenamente as verdades bíblicas é recuperar a História, usando-a como bases constitutivas e projetistas.

É sabido por todos que não se deve cair no grande erro de aplicar a ciência em debates teológicos, pois existem severas restrições para a ciência e para a religião (Dt 29.29). Porém, isto não impede de ambos se defrontar, em seus depoimentos contraditórios, para se apurar a verdade.

Autor: Eliy Wellington Barbosa da Silva

Livro: Nazismo - Lições do Passado Esquecidas no Presente

Autor: Eliy Wellington Barbosa da Silva

Capítulos:

1 - A Democracia Vazia

2 - O Nazismo e a Igreja Cristã

3 - O Misticismo Nazista

4 - Racistas!

5 - Hitle: o salvador

“FELIZ O POVO CUJO DEUS É O SENHOR!” (SALMO 144.15b)

“Pode-se portanto argumentar que Churchill se apagou porque o império britânico desapareceu, que Stalin se pagou com a desagregação da União Soviética e que a recordação de Roosevelt está em declínio porque o poder se transfere dos EUA. Por que então Hitler ainda parece importante, se é que parece de fato?”

Esta declaração feita em 1995 pelo então presidente da British Broadcasting Standards, Milliam Rees-Mogg ao jornal The Times, exprime bem uma de várias e inquietantes questões que, desde o Processo de Nuremberg (1945-1946), ficaram sem respostas. Como Hitler se tornou tão importante? Como ele conseguiu fazer que um país inteiro o seguisse em sua loucura? Por que sua imagem continua a influenciar tantas pessoas? Pense nisso!

Em 1919, na cidade alemã Munique, foi fundado o Partido Alemão, que após ser reestruturado passou a ser o Nationalsozialistichen Deutschen Arbeiterpartei (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães). Do nome Nationalsozialismus surgiria a abreviatura alemã Nazismus.

Este partido de caráter fascista pregava: ab-rogação do tratado de Versalhes (1919); restituição das colônias alemãs; restrição de cidadania alemã e cargos públicos a pessoas de sangue não-alemão; formação de uma Grande Alemanha; condenação às liberdades democráticas.

Cerca de dois anos depois, em agosto de 1921, um histriônico, empavonado e inapto ex-cabo do exército chamado Adolf Hitler tornou-se líder do Partido Nazista, aos 32 anos. Nesta época o Partido tinha apenas 68 membros filiados.

Adolf Hitler

 Em 1923 os nazistas, liderados por Hitler, tentaram sem êxito subir ao poder pela força, num golpe conhecido por Putsch da cervejaria. Condenado à 5 anos de prisão (dos quais cumpriu 9 meses), Hitler escreveu na Prisão de Landsberg sua famosa obra Mein Kampf (Minha luta - 1924).

Apesar de ser um importante tratado político por explicar a filosofia nazista, Minha luta é cheio de monólogos enfadantes, divagações e banalidades que exaltam o anti-semitismo e a superioridade da raça ariana.

Sete anos depois de sua prisão, nas eleições de setembro de 1930, os nazistas se tornaram nas urnas, o segundo maior da Alemanha (elegendo 107 membros).

Em 27 de fevereiro, após Hitler ter sido nomeado Chanceler, os nazistas atearam fogo no Reichstag (Parlamento Alemão) e colocaram a culpa nos comunistas. Foi o pretexto para dissolver o Partido Comunista e perseguir seus membros, com a prisão de pelo menos 4,5 mil comunistas e social-democratas.

Apesar disto, nas eleições de 5 de março, “a composição do Legislativo extraída das urnas, foi esta: 288 deputados nazistas, 118 socialistas, 70 do centro, 52 alemães nacionalistas, 28 populistas bávaros e 81 comunistas. O Par­tido Nazista tinha 43,9% do Reichstag. Para dispor de maioria absoluta, Hitler ‘convidou’ os comunistas a não se empossarem. Compreendendo que se não entendessem a mensagem morreriam, eles não se apresentaram; e sua eliminação deu aos nazistas 52%dos votos dos deputados.”  (Lições do Nazismo. Jornal O Estado de São Paulo. São Paulo/SP. Pág. A2. 27 de maio de 1995. Artigo do editorialista Arnaldo Lacombe.)

Porém cerca de um ano depois aconteceu algo decisivo para subida de Hitler ao poder: o presidente Hindenburg morreu. O Parlamento - então presidido pelo herói da aviação alemã e viciado em morfina Hermann W. Goering - deu plenos poderes a Hitler, que passou a acumular os cargos de Chanceler e Presidente.

Com tanto poder político, Hitler resolveu se auto-proclamar Fuhrer, isto é, guia, chefe e condutor. E instalar o Terceiro Reich, que pretendia ser um reino de mil anos.

A partir disto o Partido Nazista a afastar todos os que tivessem idéias contrárias as suas, utilizando métodos dignos de um partido de trabalhadores: espancamentos, seqüestros, coação e assassinatos de operários, sindica-listas, socialistas e comunistas. 

Parlamento Alemão

Porém muitos membros do partido e militares antigos não ficaram contentes com o rumo tomado por Hitler, como o homossexual Ernest Roehm (amigo íntimo de Hitler, morto com 3 tiros), Gregor Strasser (baleado em seu escritório), General Kurt von Schleicher (enforcado) e outros 1354 altos funcionários do Governo e do Partido Nazista que foram assassinados. Após este Expurgo sangrento, ocorrido em 1934, os pontos divergentes do programa partidário foram unificados.

Mas tudo isso não explica a questão básica: o que levou este completo desconhecido a conquistar tanto poder?

Vejamos: Hitler apareceu numa Alemanha derrotada na 1ª Guerra Mundial (1914); humilhada e desonrada pelo Tratado de Versalhes (1919); invadida pela França (1923) que havia tomado o Vale de Rhur, onde ficavam as principais industrias alemãs; sofria uma das maiores inflações da História - em outubro de 1923 o dólar chegou a valer 8 bilhões de marcos; e cerca de 26,3 % da força de trabalho estava desempregada (janeiro de 1933).

Em um momento conturbado e crítico como este, foi fácil para Hitler comover a multidão com seu discurso irado e seus gestos dramáticos. A atriz, bailarina e cineasta oficial do nazismo Leni Riefenstahl, descreveu no seu livro The sieve of time (A peneira do tempo - 1987):

“A primeira vez que ouvi falar de Hitler foi (…) em abril de 1932. Notei como as pessoas ficam emocionadas quando falavam a favor ou contra ele, então fiquei interessada e fui ouvi-lo. Foi como ser atingida por um raio. Naquele discurso ele só falou em paz e trabalho, e nos males de uma sociedade de classe - não falou uma palavra sobre racismo. (…) Quando o ouvi, fiquei imediatamente convencida de que ele poderia nos salvar do abismo que parecíamos estar confrontando.”  (Leni Riefenstahl fala de seu amor por Adolf Hitler. Jornal Folha de São Paulo. Pág. 6-5. 29 de novembro de 1992)

Nuremberg, 1934

Quando em 1934 foi feito um filme sobre o Dia do Partido em Nuremberg - chamado O triunfo da vontade - o vice-presidente nazista Walther R. Rudolf Hess “só falou em paz… e trabalho… contra o desemprego… nem uma palavra sobre judeus ou qualquer coisa ideológica.”  (Leni Riefenstahl fala de seu amor por Adolf Hitler. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado.)

Naquele dia ocorreu a mais poderosa e cuidadosa-mente planejada demonstração da ideologia nazista. Cada orador, principalmente Hitler, destacou que “uma sociedade baseada na harmonia e no ‘pertencer’ interior (‘zusammengehokigkeit’) - deve obviamente rejeitar aqueles que não pertencem a ela - àqueles que, devido a suas origens, não podem estar em harmo­nia com ela.”  (Leni Riefenstahl fala de seu amor por Adolf Hitler. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado)

O Fuhrer havia alcançado mais que mera popularidade. Hitler era adulado, idolatrado e adorado por seus seguidores. Era uma religião. Ele havia escrito que “o futuro do movimento (nazismo) depende do fanatismo, mesmo da into­lerância, com a qual seus adeptos o defenderem como única causa justa e defenderem-na em oposição a quaisquer outros esquemas de caráter semelhante.” (Hitler, Adolf. Minha Luta. São Paulo/SP. Editora Moraes. Pág. 223. Edição de 1983)

Em seu livro Por dentro do III Reich, o arquiteto de Hitler, Albert Speer registrou:

“Naquela época, eu admirava tais discursos. Certamente, na minha opinião, muito mais pelo conteúdo pensador do que pelo brilho da retórica. Quando entrei em Spandau, pretendia relê-los, quando voltasse à liberdade. Eu supunha encontrar neles algo do meu antigo mundo, quando não me repelira. Vi-me porém desiludido. Os discursos tinham significado muito para mim, naquela época. Agora estão vazios de sentido, sendo superficiais e vãos (…). Não pude compreender por que as palavras de Hitler me impressionaram tão profundamente naquele tempo. A que se devia isso?”  (Speer, Albert. Por dentro do III Reich. São Paulo/São Paulo. Círculo do Livro. Pág. 73. 3ª edição. 1975)

“VOCÊS NÃO PODEM BEBER DO CÁLICE À MESA DO SENHOR E TAMBÉM À MESA DE SATANÁS. NÃO PODEM COMER PÃO TANTO À MESA DO SENHOR COMO À MESA DE SATANÁS” (I CORÍNTIOS 10.21)

É impossível olhar o nazismo e a ascensão de Hitler sem considerarmos: onde estava a Igreja Cristã neste período? Qual foi a reação do Corpo de Cristo durante aqueles anos de barbáries inomináveis? Como o cristianismo influenciou e impactou o governo nazista? Pense nisso!

 

As crianças Jacinta, Francisco e Lúcia.

Em maio de 1917, três crianças analfabetas de Fátima, Portugal, viram a Virgem Maria pela primeira vez. A Virgem tornou a aparecer mais cinco vezes até outubro daquele ano. As crianças Francisco e Jacinta apenas viram, mas Lúcia de Jesus Santos, de 10 anos, recebeu uma mensagem especial.

Esta mensagem previa o fim da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), o começo da 2ª (1939-1945) e o mais importante: o flagelo que seria imposto ao mundo pela Rússia (“… os erros dela se espalhariam pelo mundo inteiro, causando guerras e perseguições…”) e a sua futura conversão ao cristianismo. As orientações daquela Senhora induziram o Papa a consagrar seu Imaculado Coração e a consagrar a Rússia.

Quando criança, Hitler recebeu “lições de canto no coro paroquial de Lambach” e, se tornar sacerdote, era então sua “aspiração mais elevada”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 16) Hitler também iria conhecer o padre Adolf Joseph Lanz, um ardoroso defensor da raça ariana.

Com o padre Lanz, ele aprendeu que o ariano possui “a mais elevada semelhança de Deus”, “a maravilha do Criador”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 241)

 Hitler acreditava que “a missão da conservação e do pro­gresso de uma raça superior escolhida por Deus é que deve ser vista como a mais elevada”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 250)

Diante do prestígio do Partido Nazista nas urnas, em 30 de janeiro de 1933, o então presidente Paul von Hindenburg ofereceu a Hitler o cargo de Chanceler:

Com um discurso moderado, Hitler proclamou sua obediência aos princípios tradicionais. A missão do governo, disse, seria ‘restabelecer a unidade de espírito e de vontade do povo alemão’. Como? Protegendo a família, célula constitutiva do povo e do organismo estatal; mantendo o cristianismo…” (Lições do Nazismo. Jornal O Estado de São Paulo. Artigo citado)

Mas cerca de 9 anos antes, em seu livro Mein Kampf (Minha luta - 1924), Hitler já havia classificado o cristianismo como “o primeiro terror espiritual”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 282)

Neste período, o núncio papal em Berlim era Eugênio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli, que seria o futuro Papa Pio XII. Ele ajudou Hitler a chegar ao poder, forçando o Partido Católico a votar nele. Eugênio Pacelli patrocinou uma política que apoiava ao fascismo na Itália e ao nazismo na Alemanha. Isto com o objetivo de cumprir a profecia da Senhora de Fátima, em relação à Rússia, pois o fascismo e o nazismo esmagariam o comunismo.

Congresso da Igreja Evangélica Alemã em Berlim, 13 de Novembro de 1933 - observe as suásticas nazistas

Alguns anos depois, em 1927, na Turíngia surgia o movimento dos Cristãos Alemães (Deutsche Cristen). O objetivo deste movimento protestante era contextualizar a igreja e po­pularizar o cristianismo na Alemanha. Mas logo a Igreja Evangélica Alemã se aliou ao nazismo e passou a apoiar Hitler quando este subiu ao poder em 1933.

Após subir ao poder, em abril de 1933 Hitler criou uma polícia especial chamada de GESTAPO (Geheime Staatspolizei). Três anos depois a Gestapo conseguiria plenas liberdades para interrogatórios especiais aos quais deveriam serem submetidos os poloneses, comunistas, russos, marxistas, terroristas, agentes de ligação, sabotadores, marginais, trabalhadores insubordinados, vagabundos e estudiosos da Bíblia.

Foi justamente a GESTAPO o órgão utilizado para por em prática a solução final que culminou com a morte de 6.271.600 judeus, 500 mil ciganos e 635 Testemunhas de Jeová. Muitas des­tas Testemunhas traiçoeiramente denunciadas pelos líderes das Testemunhas de Jeová na Alemanha, Erich Frost e Fritz Winkler. (Revista Der Spiegel, Pág. 38-39, 19 de Julho de 1961; Anuário das Testemunhas de Jeová, Pág. 214, edição de 1975)

Por isso em 1933 os nazistas invadiram a sede das Testemunhas de Jeová em Magdebug. O então presidente mundial das Testemunhas de Jeová J. F. Rutherford, enviou uma Declaração de Fatos para Hitler, procurando ganhar sua simpatia, onde afirmou:

O governo atual da Alemanha declarou-se enfaticamente contra os opressores do Grande Comércio e em oposição à influência religiosa errada nos assuntos políticos da nação. Essa é exatamente a nossa posição: …Longe de estarmos contra os princípios advogados pelo governo da Alemanha, nós apoiamos sinceramente esses princípios e sublinhamos que Jeová Deus através de Jesus Cristo causará a realização completa destes princípios…” (1934 Yearbook Of Jehovah’s Witnesses [Anuário das Testemunhas de Jeová de 1934], ‘Declaration of Facts’ [Declaração de Fatos], (The Watchtower Bible & Tract Society, 1933). Pág. 135-136, edição de 1934)

Esta Declaração de Fatos também afirmava: “[Os] Estudantes da Bíblia (nome dado as Testemunhas de Jeová) estão lutando pelos mesmos objetivos e ideais elevados e éticos que o Reich alemão nacional proclamou a respeito do relacionamento do Homem com Deus… não existem pontos de vista conflitantes… mas antes, pelo contrário, no que diz respeito aos objetivos puramente religiosos e apolíticos… estes estão em harmonia completa com… o Governo Nacional do Reich alemão.” (Penton, M. James, “A Story of Attempted Compromise: Jehovah’s Witnesses, Anti-Semitism, and the Third Reich,” [Uma História da Tentativa de Compromisso: As Testemunhas de Jeová, o Anti-semitismo e o Terceiro Reich], pág. 79. Christian Quest Journal, Vol. 3, No. 1, Primavera 1990, ed. M. James Penton, (Pub. Robert S. Righetti, Idyllwild, CA))

Embora seja evidente que as Testemunhas de Jeová não acreditavam no Nazismo, essas declarações as tornam tão culpadas quanto os demais da Igreja Cristã.

Bancada com protestantes e nazistas. Berlim, 13 de Novembro de 1933.

Pois neste período, na Igreja Evangélica Alemã, “(…) as suásticas compartilhavam do altar ao lado da cruz, e os cristãos seculares viram Hitler como um profeta para restaurar o cristianismo e a religiosidade do povo alemão. Os cânticos cristãos faziam referências ao ‘Chanceler (Hitler) que vela pela Alemanha, noite e dia, sempre a pensar em nós’. Um dos líderes do movimento, Dr. Reinhold Krause, propôs a eliminação do Antigo Testamento, da moral judaica e a exclusão dos ensinos do rabino Paulo do Novo Testamento, pois não estavam de acordo com os novos padrões culturais e políticos da época’. No entanto, um dos opositores ao nazismo e ao movimento iniciado pela Igreja Evangélica Alemã, pastor Dietrich Bonhoeffer, antes de ser enforcado, exortou as igrejas à não se renderem aos ídolos do mundo moderno“. (A Igreja e a sua missão, Rio de Janeiro/Rio de Janeiro. CPAD. Lição 11)

Konrad Franke, uma Testemunha de Jeová alemã, relata fatos semelhantes: “… Eu tive o privilégio de viajar com o Irmão Albert Wandres de Wiesbaden para Berlim… mas ficamos chocados quando chegamos ao Tennis Hall [a sede da Watchtower em Magdeburg] na manhã seguinte… Quando entramos, vimos o hall enfeitado com bandeiras Suásticas!… quando a reunião começou, foi precedida por uma canção que nós já não cantávamos há muitos anos… as notas eram [retiradas] da melodia de ‘Deutschland, Deutschland, über alles”! ["Alemanha, Alemanha, sobre tudo." Era o hino nacional alemão]. (Penton, M. James. A story attempted compromise. Obra citada. Pág. 50)

Na contramão da tendência das igrejas cristãs, em 1937 o italiano Achille Ratti, então Papa Pio XI acusou o Terceiro Reich de agressivo neopaganismo na encíclica “Mit brennender sorge” e condenou o comunismo em “Divini Redemptoris”. Um ano depois protestou contra o fascismo.

Execussão sumária na Rússia em 1941

Mas dois anos depois, em 1939, Hitler iniciou a 2ª Guerra Mundial, o Papa Pio XI morreu e Eugênio Pacelli se tornou o Papa Pio XII. Em 1940 Pio XII passou a encorajar os católicos a se juntarem aos exércitos nazistas contra os russos.

Em 1941, quando os nazistas cercaram Moscou, matando os homens e estuprando milhares de mulheres, Pio XII pediu aos católicos que rezassem para que brevemente cumprisse a promessa da Senhora de Fátima. Em 1942, quando Hitler declarou ter vencido a Rússia e Pio XII resolveu consagrar o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria.

Mas isso não foi o suficiente para acabar com o comunismo. Por isso em 1949 o Papa Pio XII publicou uma proclamação histórica declarando que os católicos, se apoiassem o comunismo, receberiam a excomunhão.

 

Hitler cumprimenta um Cardeal da Igreja Católica.

No livro Odessa ao Sul, o jornalista e escritor argentino Jorge Camarasa, afirma que os criminosos nazistas tiveram ajuda da Igreja Católica para fugir após a 2ª Guerra Mundial. Somente para Argentina foram 40 mil nazistas e 150 criminosos de guerra. Segundo Camarasa os nazistas “foram alojados em monastérios. (…) A igreja [católica] colaborou na fuga de criminosos de guerra porque tinha cumplicidade ideológica com os nazistas. Estava preocupada com um eventual avanço comunista em todo o mundo.”  (Livro conta refúgio nazista na Argentina. Jornal Folha de São Paulo. São Paulo/SP. Pág. 1-29. 24 de setembro de 1995)

Anti-semitismo

O catolicismo romano também foi um dos responsáveis pela divulgação do anti-semitismo no Ocidente. Durante a Idade Média, para fazer parte do Tribunal do Santo Ofício, cujo objetivo era manter puro os dogmas da fé católica, um dos requisitos era provar que possuía sangue limpo, que na linguagem inquisitorial significava não descender de judeus.

 Abertura da celebração do Bispo Konrad Graf von Preysing, em Berlim no dia 8 de setembro de 1935. Observe as bandeiras do Vaticano e do Nazismo.

Pinchas Lapide observa, em Jesus in two perspectives: a Jewish-Christian dialogue, que “não menos do que noventa e seis conselhos eclesiásticos e cento e catorze papas publica­ram editais contra os judeus, ridicularizando, desprezando, deserdando e despojando a todos, tratando-os como párias e levando Israel à beira da destruição.”  (As religiões do mundo. São Paulo. Cia Melhoramentos de São Paulo. Pág. 306. 1996)

Em 1937 o presidente mundial das Testemunhas de Jeová escreveu em seu livro Inimigos: “Entre os instrumentos que ela (a Prostituta de Babilônia) usa, estão os homens ultra-gananciosos chamados ‘Judeus’ que só procuram o lucro pessoal”. (Rutherford, J. F. Enemies. The Watchtower Bible & Tract Society. Pág. 281, 1937)

Rutherford em sua Declaração de Fatos enviada a Hitler, menciona os “opressores do Grande Comércio”. Na Declaração ele diz:

Foram os homens de negócios Judeus do Império Anglo-Americano que estabeleceram e têm mantido os Grandes Negócios como um meio de explorar e oprimir os povos de muitas nações…. Este fato é tão manifesto na América que existe um provérbio a respeito da cidade de Nova Iorque que diz: ‘os Judeus são donos dela, os Católicos Irlandeses governam-na, e os Americanos pagam as faturas.” (1934 Yearbook Of Jehovah’s Witnesses [Anuário das Testemunhas de Jeová de 1934]. Obra Citada. Pág. 134)

Hitler e o núncio papal Bispo Cesare Orsenigo

Em 1995 o bispo de Versalhes, França, monsenhor Jean-Charles Thomas foi obrigado a retirar seu imprimátur (permissão para imprimir texto submetido à censura). Na obra em questão, conhecida por Bíblia das Comunidades Cristãs, foi considerada anti-semita, “os ritos judeus são objetos de sarcasmos vulgares” e “retoma a acusação de deicídio do povo judeu”  (assassinos de Deus). (Vaticano desautoriza venda de Bíblia com texto anti-semita. Jornal O Estado de São Paulo. São Paulo/SP. Pág. A23. 23 de março de 1995)

Os mesmos historiadores oficiais do Vaticano qualificaram, em 8 de Setembro de 1999, o livro O Papa de Hitler: a história secreta de Pio XII, de John Cornwell, de “reciclagem de acusações vergonhosas e desacreditadas.” (Livro reforça tese de apoio ao Papa Pio XII a Hitler. Jornal O Estado de São Paulo. São Paulo/SP. Pág. A20. 9 de setembro de 1999)

Autor: Eliy Wellington Barbosa da Silva

 “O TEMOR DO SENHOR É O PRINCÍPIO DE TODA A SABEDORIA. SÓ OS LOUCOS RECUSAM SER ENSINADOS” (PROVÉRBIOS 1.27)

Na última frase de Minha luta, Hitler exalta Dietrich Echkart, como “o homem que como um dos melhores dedicou a sua vida à ressurreição de seu, do nosso povo, tanto no pen­samento como na ação”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 426) Echkart era uma espécie de sumo sacerdote da mística Thule Gesellschaft (Sociedade Thule). Extremamente anti-semita, Echkart morreu aos 55 anos de um ataque cardíaco, causado por sua dependência de morfina.

Por que Hitler dedicaria seu livro Mein Kampf a Echkart? Qual seria a relação de Hitler e do Partido Nazista com a Sociedade Thule? Pense nisso!

Em maio de 1912 surgiu a Germanenorden (Ordem dos Teutões) durante uma conferência de ocultistas organi-zada pelos discípulos do místico e anti-semita Guido von List (1848-1919). List foi profundamente influenciado pelos escritos de Madame Blavatsky (fundadora da Sociedade Teosófica) e via uma conspiração judia contra a raça ariana. Entre os seus díscipulos ideológicos estava o padre Lanz.

A Germanenorden era um grupo de místicos baseado no príncipio da origem superior da raça ariana e do anti-semitismo. Muitos membros da Germanenorden vieram a ocupar altos cargos no Partido Nazista. Três anos depois, Rudolf von Sebottendorff se juntou ao grupo.

Sebottendorff era um maçom, praticante de medita-ção, astrologia, numerologia e do Sufismo. Alguns anos antes Sebottendorff apareceu na Alemanha afirmando haver descoberto “a chave para a realização espiritual”, que era “um conjunto de exercicios numerológicos de meditação que continham pouca semelhança com o Sufismo ou a Maçonaria”. (Mark Sedgwick, Mark. De encontro ao mundo moderno, pág. 66)

Em 17 de agosto de 1918, Sebottendorff fundou a Sociedade Thule, após receber a autorização de Hermann Pohl, um dos fundadores da Germanenorden.

No começo a recém fundada sociedade se auto-denominou Studiengruppe für germanisches Altertum (Grupo de estudo para antiguidade germânica). Mas logo o grupo começou a se envolver com política e disseminar propaganda anti-republicana e anti-semítica.

Ao se envolverem com a política, o grupo fundou o Deutsche Arbeiter-Partei (Partido alemão dos trabalha-dores), que mais tarde se tornaria o Nationalsozialistichen Deutschen Arbeiterpartei (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães). Do nome Nationalsozialismus surgiria a abreviatura alemã Nazismus.

Até mesmo o jornal oficial desta seita ocultista Münchener Beobachter (Observador de Munique), se tornaria o Völkischer Beobachter (Observador do Povo) - o jornal do Partido Nazista.

Em 1923 enquanto cumpria sua pena na Prisão de Landsberg, Hitler foi iniciado na Sociedade Thule por Rudolf Hess.

A suástica era o símbolo da Sociedade Thule.

O nome Thule, segundo as lendas de origem grega, seria a mais distante terra conhecida do Norte, um continente perdido, uma espécie de paraíso habitado por deuses. A Sociedade Thule acreditava que esta terra seria habitada pelos hiperbóreos, nos quais residiria a origem da “raça ariana”.

São várias as sociedades secretas que afirmam que esta terra era habitada pelos hiperbóreos. A lenda dos hiperbóreos aparece também na obra Fausto (1831), do escritor alemão Johann W. Goethe.

Quando jovem, Hitler foi devoto das óperas do compositor alemão Richard Wagner, que sempre glorificava os furiosos e tenebrosos titãs. Wagner compôs uma série de óperas baseadas nos mitos germanos. Em sua ópera Parsifal, Wagner exalta a existência dos hiperbóreos.

Entre 1883-1885, o filósofo alemão Friedrich W. Nietzsche escreveu Assim falou Zarathustra, um livro para todos e para ninguém. Nele, Nietzsche desenvolveu uma moral anticristã e atéia, exaltando a vontade do grande indivíduo (super-homem) e celebrando a vida que sempre se renova em eterno retorno.

Os escritos de Nietzsche também colaboraram para que Hitler formulasse a concepção da raça superior. Devemos lembrar que Nietzsche começa sua obra com a frase: “Consideremos-nos o que realmente somos. Somos hiperbóreos”. (Hitler, o Quase-Anticristo. Revista Notícias de Israel. Porto Alegre/RS. Chamada da Meia-noite. Pág. 05. Março de 1995. Artigo de Dave Hunt)

Em 1933, Hitler ofereceu a presidência da Academia Alemã para o poeta alemão Stefan Anton George, que transmitia em seus versos a visão hinduísta de maya, na qual tudo é ilusão. Além disso, Hitler era admirador do poeta místico alemão Gerhart Hauptmann, que havia ganho o prêmio Nobel de Literatura em 1912.

O filósofo do movimento nazista era o educador Alfred Rosenberg, também membro da Sociedade Thule, que divulgava a supremacia do povo alemão e fazia de Hitler um super-homem (como o da prosa de Nietzsche). Rosenberg afirmava que os únicos descendentes legítimos dos povos do norte (dos hiperbóreos) eram os alemães.

Profecias

No dia 1 de setembro de 1939 o exército alemão invadiu a Polônia. Dois dias mais tarde, Inglaterra e França declaravam guerra a Hitler. Assim a Segunda Guerra Mundial havia começado.

Poucos dias depois, a esposa de Joseph Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler, encontrou nas profecias de Nostradamus “evidências” da guerra que iniciava. Motivado, Goebbels determinou o estudo completo de todas as 942 quartenas escritas pelo adivinho francês.

Ele (Goebbels) se apropriou de uma suposta profecia da centúria 3, quadra 8, que parecia indicar uma derrota total da França, para incentivar seus soldados de que a vitória já estava garantida. Quando ele começou a campanha contra a França, Nostradamus estava em todas as bocas. Até nos EUA se ouvia dizer: ‘Ele predisse tudo’.” (Revista Defesa da fé. Jundiaí/SP. Instituto Cristão de Pesquisas. Edição 69)

Goebbels escreveu em seu diário: “Foi traçado um plano, mostrando como podemos obter ajuda do ocultismo em nossa propaganda. Estamos realmente fazendo progressos (…) Portanto, estamos contratando os serviços de todos os peritos que podemos encontrar em ocultismo, profecias, etc.’ Nostradamus terá, novamente, de conformar-se em ser citado”. (Roger Manvell e Heintich Fraenkel. Doutor Goebbels. Pág. 203. Edição de 1960)

Bispos Católicos fazem a saudação nazista em honra a Hitler. Na foto os Bispos estão acompanhados por Wilhelm Frick e Joseph Goebbels.

Entre as profecias mais utilizadas estava a de Santa Odila que dizia: “… o tempo em que a Alemanha será chamada a nação mais belicosa da Terra. É a época que surgirá em seu seio o guerreiro terrível, o qual empreenderá a guerra contra o mundo, e a quem os homens que estão sob as armas chamarão de o Anticristo… O conquistador surgirá nas mar­gens do Danúbio. Ele será um chefe notável entre todos os homens: a guerra que empreenderá será a mais terrível que os homens jamais sofreram, até o cume das montanhas…” 

Suástica

 

Em 1925 a Coca-cola fabricou um chaveiro em forma de suástica. Naquela época, a suástica ainda era vista no Ocidente como símbolo de “Boa Sorte”.

Para constratar com a Cruz, um símbolo de origem judaica na concepção nazista, Hitler adotou a Suástica. Hitler afirmou que viu “na cruz suástica a missão da luta pela vitória do homem ariano.” (Speer, Albert. Por dentro do III Reich. Obra citada. Pág. 311)

Não escolhido por acaso, a suástica era o antigo símbolo do bem-estar e prosperidade para gregos, celtas, ameríndios e hindus. Em sânscrito significa boa sorte.

Mas a suástica também era símbolo da Germanenorden, depois da Sociedade Thule e também da Sociedade Vril, uma sociedade esotérica de origem indiana.

Na Alemanha o líder da Vril era o brilhante professor Karl Haushofer que influenciou Hitler profundamente. Karl fundou a Sociedade Vril em Berlim no ano de 1915. Aluno do místico e metafísico armênio George Gurdjieff, Haushofer via os judeus como traidores. Por fim, ele e sua esposa cometeram suicídio em 1946.

Na casa de Hitler em Obersalzberg, viam-se suásticas em figurinhas, em almofadas bordadas por partidárias, com o sol nascente ou com a expressão Fidelidade Eterna. E na casa de Goering havia uma espécie de capela dedicada à suástica.

No período em que Hitler alcançou o poder, na Igreja Evangélica Alemã, “(…) as suásticas compartilhavam do altar ao lado da cruz, e os cristãos seculares viram Hitler como um profeta para restaurar o cristianismo e a religiosidade do povo alemão“. (A Igreja e a sua missão, Rio de Janeiro/Rio de Janeiro. CPAD. Lição 11)

Konrad Franke, uma Testemunha de Jeová alemã, relata fatos semelhantes: “… Eu tive o privilégio de viajar com o Irmão Albert Wandres de Wiesbaden para Berlim… mas ficamos chocados quando chegamos ao Tennis Hall [a sede da Watchtower em Magdeburg] na manhã seguinte… Quando entramos, vimos o hall enfeitado com bandeiras Suásticas!…” (Penton, M. J. A story attempted compromise, Pág. 50, primavera de 1990)

Autor: Eliy Wellington Barbosa da Silva

Cap 4 - Racistas!

 “E, ABRINDO PEDRO A BOCA, DISSE: RECONHEÇO POR VERDADE QUE DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS” (ATOS 10.34)

“Esta é uma mais relevantes questões da história moderna, devido às implicações filosófico-morais que traz consigo: como pôde um povo culto e civilizado seguir até o fim uma liderança criminosa, devastando a Europa numa escala inaudita, de maneiras inimagináveis até então?” (Psicanálise tenta explicar nazismo. Jornal Folha de São Paulo. Pág. 6-6. 29 de novembro 1992)

Em 1923 os nazistas, liderados por Hitler, tentaram sem êxito subir ao poder pela força, num golpe conhecido por Putsch da cervejaria. Detido na Prisão de Landsberg, ali Hitler escreveu sua famosa obra Mein Kampf (Minha luta - 1924). Os textos de Minha luta exaltam o anti-semitismo e a superioridade da raça ariana.

Quando criança, Hitler recebeu “lições de canto no coro paroquial de Lambach” e, tornar-se sacerdote, era então sua “aspiração mais elevada”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 16) Hitler conheceu também o padre da ordem dos Cistercianos Adolf Joseph Lanz, um ardoroso defensor da raça ariana.

Com o padre Lanz, aprendeu que o ariano possui “a mais elevada semelhança de Deus”, “a maravilha do Criador” (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 241) Hitler acreditava que “a missão da conservação e do progresso de uma raça superior escolhida por Deus é que deve ser vista como a mais elevada”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 250) Por isso o casamento entre raças deveria ser evitado, pois é “uma instituição destinada a reproduzir a imagem de Deus e não criaturas monstruosas, meio homens meio macacos”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 252)

O cristianismo de Lanz era perverso, com um Cristo que anunciava a pureza, anjos como seres puros da raça e a luta entre arianos e “homens-animais” (negros e judeus) como a luta do julgamento final. Em Minha Luta Hitler havia declarado: “acredito agora que ajo de acordo com as prescrições do Criador Onipotente. Lutando contra o judaísmo, estou realizando a obra de Deus.” (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 52)

Hitler classificava os judeus como “retrógrados”, “parasitas da humanidade”, “roubadores e opressores”, “destruidores e mentirosos”, “calamidade equivalente à peste”, “eternas sangue-sugas”, “abomináveis”, “castigo do céu para os outros povos” e “mestres da mentira”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 144, 103, 104, 129, 153, 200, 201, 203, 224)

 Em seu livro, Hitler dizia que os lampônios, esquimós, chineses e todos os povos da América do Sul, eram “inferiores”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 247, 244, 248, 186) Quanto aos negros, Hitler os chamava de “primitivos e atrasados”, “meio macacos” e “indivíduos infe­riores”, do mesmo nível dos animais inferiores como o cavalo. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 253, 267, 191) Em sua loucura, Hitler chegou a afirmar que se um negro se torna advogado, professor, pastor ou primeiro tenor, “trata-se na realidade de um adestramento, como o do cão, e nunca de educação científica.” (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 267)

Nuremberg, 1934

Quando em 1934 foi feito um filme sobre o Dia do Partido em Nuremberg, o vice-presidente nazista Walther R. Rudolf Hess “só falou em paz… e trabalho… contra o desemprego… nem uma palavra sobre judeus ou qualquer coisa ideológica.” (Leni Riefenstahl fala de seu amor por Adolf Hitler. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado)

Em abril de 1933 o governo alemão havia sido criada a GESTAPO (Geheime Staatspolizei). Agora em 1936 a Gestapo já possuía plenas liberdades para interrogatórios especiais aos quais deveriam se submeter poloneses, comunistas, russos, marxistas, terroristas, agentes de ligação, sabotadores, marginais, trabalhadores insubordinados, vagabundos e estudiosos da Bíblia.

Foi justamente a GESTAPO o orgão utilizado para por em prática a solução final que culminou com a morte de 6.271.600 judeus e de 500 mil ciganos, entre outros. Crê-se que, de uma população de 3 milhões de judeus que povoavam a Polônia antes da Guerra, restaram menos de 500 mil em 1945.

No dia 30 de abril de 1945 Hitler e sua amante Eva Braun, juntamente com o pervertido sexual Joseph Goebbels, sua esposa Magda e seus seis filhos, cometerem suicídio. Interessante é “que aquele ser, tão precioso para milhões de seus patrícios, morreu, derrotado pelos que considerava inferiores e subumanos (os russos).” (Psicanálise tenta explicar nazismo. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado)

O catolicismo romano também foi um dos responsáveis pela divulgação do anti-semitismo no Ocidente. Durante a Idade Média, para fazer parte do Tribunal do Santo Ofício, cujo objetivo era manter puro os dogmas da fé católica, um dos requisitos era provar que possuía sangue limpo, que na linguagem inquisitorial significava não descender de judeus.

Pinchas Lapide observa, em Jesus in two perspectives: a Jewish-Christian dialogue, que “não menos do que noventa e seis conselhos eclesiásticos e cento e catorze papas publica­ram editais contra os judeus, ridicularizando, desprezando, deserdando e despojando a todos, tratando-os como párias e levando Israel à beira da destruição.” (As religiões do mundo. São Paulo. Cia Melhoramentos de São Paulo. Pág. 306. 1996)

 

Documentos da Gestapo que revelam que o líder das Testemunhas de Jeová Fritz Winkler colaborou com o Nazismo, culminando com a execução de 635 Testemunhas de Jeová

 Em 1937 o presidente mundial das Testemunhas de Jeová escreveu em seu livro Inimigos: “Entre os instrumentos que ela (a Prostituta de Babilônia) usa, estão os homens ultra-gananciosos chamados ‘Judeus’ que só procuram o lucro pessoal”. (Rutherford, J. F. Enemies. Obra citada. Pág. 281, 1937)

Apesar do primeiro presidente das Testemunhas de Jeová, Charles T. Russel, apoiar o Sionismo, cerca de 16 anos depois de sua morte isso havia mudado. Rutherford, o novo presidente mundial, escreveu:

…durante a [Primeira] Guerra Mundial, os Judeus receberam reconhecimento das nações gentias. Em 1917 surgiu a Declaração Balfour, patrocinada pelos governos pagãos da organização de Satanás, que deu reconhecimento aos Judeus e concedeu-lhes grandes favores…. Os Judeus receberam mais atenção do que realmente mereciam.” (Rutherford, J. F. Vindication [Vindicação]. The Watchtower Bible & Tract Society. Vol. 2. Pág. 258, 1932)

Em 1995 o bispo de Versalhes, França, monsenhor Jean-Charles Thomas foi obrigado a retirar seu imprimátur (permissão para imprimir texto submetido à censura). A obra em questão, conhecida por Bíblia das Comunidades Cristãs, foi considerada anti-semita, tanto no texto quanto nas notas. Nela “os ritos judeus são objetos de sarcasmos vulgares” e “retoma a acusação de deicídio [assassinos de Deus] do povo judeu” (assassinos de Deus). (Vaticano desautoriza venda de Bíblia com texto anti-semita. Jornal O Estado de São Paulo. Artigo citado)

O mais estranho é que esta Bíblia já era vendida há mais de 20 anos, nas línguas espanhola e inglesa, com o nome de Bíblia Latino-Americana.

Autor: Eliy Wellington Barbosa da Silva

“MAS DEUS LHE DISSE: SEU TOLO! ESTA NOITE VOCÊ VAI MORRER; AÍ QUEM FICARÁ COM TUDO O QUE VOCÊ GUARDOU?” (LUCAS 12.20)

Como essa figura cômica, de olhos esbugalhados e com um pequeno bigode conseguiu arrastar milhões para a destruição? Pense nisso!

Em 1919, na cidade alemã Munique, foi fundado o Partido Alemão, que após ser reestruturado passou a ser conhecido pela abreviatura alemã Nazismus.

Cerca de dois anos depois, em agosto de 1921, um histriônico, empavonado e inapto ex-cabo do exército (que havia ganho a Cruz de Ferro por bravura, duas vezes) chamado Adolf Hitler tornou-se líder do Partido Nazista, aos 32 anos. Nesta época o Partido tinha apenas 68 membros filiados.

Diante do prestígio do Partido Nazista nas urnas, em 30 de janeiro de 1933, o então presidente Paul L. H. A. B. von Hindenburg ofereceu a Hitler o cargo de Chanceler.

Com um discurso moderado, Hitler proclamou sua obediência aos princípios tradicionais. A missão do governo, disse, seria ‘restabelecer a unidade de espírito e de vontade do povo alemão’. Como? Protegendo a família, célula constitutiva do povo e do organismo estatal; mantendo o cristianismo…” (Lições do Nazismo. Jornal O Estado de São Paulo. Artigo citado)

Mas cerca de um ano depois aconteceu algo decisivo para subida de Hitler ao poder: o presidente Hindenburg morreu. O Parlamento - então presidido por Hermann W. Goering - deu plenos poderes a Hitler, que passou a acumular os cargos de Chanceler e Presidente.

Com tanto poder político, Hitler resolveu se auto-proclamar Fuhrer, isto é, guia, chefe e condutor. E assim instalou o Terceiro Reich, que pretendia ser um reino de mil anos.

O que levou este completo desconhecido, vesgo e ligeiramente manco a conquistar tanto poder?

Hitler apareceu numa Alemanha derrotada na 1ª Guerra Mundial (1914); humilhada e desonrada pelo Tratado de Versalhes (1919); invadida pela França (1923) que havia tomado o Vale de Rhur, onde ficavam as principais indústrias alemãs; sofria uma das maiores inflações da História, em outubro de 1923 o dólar chegou a valer 8 bilhões de marcos; e cerca de 26,3% da força de trabalho estava desempregada em janeiro de 1933.

Em um momento conturbado e crítico como este, foi fácil para Hitler comover a multidão com seu discurso irado e seus gestos dramáticos. A atriz, bailarina e cineasta oficial do nazismo Leni Riefenstahl, descreveu no seu livro The sieve of time (A peneira do tempo - 1987):

A primeira vez que ouvi falar de Hitler foi (…) em abril de 1932. Notei como as pessoas ficam emocionadas quando falavam a favor ou contra ele, então fiquei interessada e fui ouvi-lo. Foi como ser atingida por um raio. (…) Quando o ouvi, fiquei imediatamente convencida de que ele poderia nos salvar do abismo que parecíamos estar confrontando.” (Leni Riefenstahl fala de seu amor por Adolf Hitler. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado)

O Fuhrer havia alcançado mais que mera popularidade. Hitler era adulado, idolatrado e adorado por seus seguidores. Era uma religião. Ele havia escrito que “o futuro do movimento (nazista) depende do fanatismo, mesmo da into­lerância, com a qual seus adeptos o defenderem como única causa justa e defenderem-na em oposição a quaisquer outros esquemas de caráter semelhante.” (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 223)

Em seu livro Por dentro do III Reich, o arquiteto de Hitler, Albert Speer - que foi condenado a 20 anos de prisão pelo tribunal em Nuremberg - registrou:

Naquela época, eu admirava tais discursos. Certamente, na minha opinião, muito mais pelo conteúdo pensador do que pelo brilho da retórica. Quando entrei em Spandau, pretendia relê-los, quando voltasse à liberdade. Eu supunha encontrar neles algo do meu antigo mundo, quando não me repelira. Vi-me porém desiludido. Os discursos tinham significado muito para mim, naquela época. Agora estão vazios de sentido, sendo superficiais e vãos (…). Não pude compreender por que as palavras de Hitler me impressionaram tão profundamente naquele tempo. A que se devia isso?” (Speer, Albert. Por dentro do III Reich. Obra citada. Pág. 73)

No período em que alcançou o poder, até mesmo na Igreja Evangélica Alemã, “(…) e os cristãos seculares viram Hitler como um profeta para restaurar o cristianismo e a religi­osidade do povo alemão. Os cânticos cristãos faziam referências ao ‘Chanceler (Hitler) que vela pela Alemanha, noite e dia, sempre a pensar em nós’.” (A Igreja e a sua missão, Rio de Janeiro/Rio de Janeiro. CPAD. Lição 11)

Era impossível contradizê-lo, seu magnetismo e poder de sugestão, independentes do seu intelecto, eram enormes. Speer afirmou que “aqueles que rodeavam Hitler tinham grande parte de culpa no fato de estar ele convencido cada vez mais de possuir faculdades sobre-humanas.” (Speer, Albert. Por dentro do III Reich. Obra citada. Pág. 276)

Hans De Witz, ex-membro do Serviço Secreto de Hitler, confessou:

Fiquei extremamente feliz quando Hitler tomou o poder. A inflação na época era devastadora, e nós estávamos sofrendo muitas necessidades, razão por que eu admirava tanto Hitler, julgando-o insuperável. Quando o via ficava arrepiado. Eu o saudava, chegando a imaginar que me encontrava diante do próprio Deus.” (O Guarda-costas. Revista A Voz. Rio de Janeiro/RJ. ADHONEP. N° 76. Artigo de Hanz de Witz)

O filósofo do movimento nazista, era o educador Alfred Rosenberg, também membro da Sociedade Thule, que divulgava a supremacia do povo alemão e fazia de Hitler um super-homem (como o da prosa de Nietzsche). Não somente Hitler tinha essa impressão, depois que Hess fugiu pilotando para a Inglaterra em 1941, vinte cinco anos mais tarde na prisão de Spandau “afirmou com toda seriedade que durante um sonho lhe fora dada a idéia de que possuía forças sobrenaturais.” (Speer, Albert. Por dentro do III Reich. Obra citada. Pág. 207) Hess cometeu suicídio em 1987, aos 93 anos.

Extremamente supersticioso, Hitler via em pequenos incidentes maus presságios. Speer conta que quando o presidente americano Franklin Delano Roosevelt morreu em 1945, Hitler falava às pressas:

- Houve o grande milagre que eu tinha prognosticado! Quem tinha razão? Leia o senhor! Roosevelt morreu!’

Não podia conter-se. Supunha que se revelara o poder infalível da Providência que o protegia.” (Speer, Albert. Por dentro do III Reich. Obra citada. Pág. 50 8)

Vinte e um anos antes, Hitler havia declarado: “acredito agora que ajo de acordo com as prescrições do Criador Onipotente. Lutando contra o judaísmo, estou realizando a obra de Deus.” (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 52)

Roosevelt morreu de hemorragia cerebral no dia 12 de abril. No dia 30 de abril Hitler e sua amante Eva Braun, juntamente com o pervertido sexual Joseph Goebbels, sua esposa Magda e seus seis filhos, cometerem suicídio.

Interessante é “que aquele ser, tão precioso para milhões de seus patrícios, morreu, derrotado pelos que considerava inferiores e subumanos (os russos).” (Psicanálise tenta explicar nazismo. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado)

No livro “Um modo alemão de amar” (de 1970) os psicanalistas Alexandre e Margarete Mitscherlich constatam que “a grande maioria dos alemães vê o período de dominação nazista como uma imprevista doença infecciosa da infância, ainda que a regressão efetuada coletivamente sob a guarda do ‘Guia’ (…) fosse em princípio prazerosa - era formidável ser um povo de eleitos.” (Psicanálise tenta explicar nazismo. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado)

Autor: Eliy Wellington Barbosa da Silva