“FELIZ O POVO CUJO DEUS É O SENHOR!” (SALMO 144.15b)
“Pode-se portanto argumentar que Churchill se apagou porque o império britânico desapareceu, que Stalin se pagou com a desagregação da União Soviética e que a recordação de Roosevelt está em declínio porque o poder se transfere dos EUA. Por que então Hitler ainda parece importante, se é que parece de fato?”
Esta declaração feita em 1995 pelo então presidente da British Broadcasting Standards, Milliam Rees-Mogg ao jornal The Times, exprime bem uma de várias e inquietantes questões que, desde o Processo de Nuremberg (1945-1946), ficaram sem respostas. Como Hitler se tornou tão importante? Como ele conseguiu fazer que um país inteiro o seguisse em sua loucura? Por que sua imagem continua a influenciar tantas pessoas? Pense nisso!
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Em 1919, na cidade alemã Munique, foi fundado o Partido Alemão, que após ser reestruturado passou a ser o Nationalsozialistichen Deutschen Arbeiterpartei (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães). Do nome Nationalsozialismus surgiria a abreviatura alemã Nazismus.
Este partido de caráter fascista pregava: ab-rogação do tratado de Versalhes (1919); restituição das colônias alemãs; restrição de cidadania alemã e cargos públicos a pessoas de sangue não-alemão; formação de uma Grande Alemanha; condenação às liberdades democráticas.
Cerca de dois anos depois, em agosto de 1921, um histriônico, empavonado e inapto ex-cabo do exército chamado Adolf Hitler tornou-se líder do Partido Nazista, aos 32 anos. Nesta época o Partido tinha apenas 68 membros filiados.

Em 1923 os nazistas, liderados por Hitler, tentaram sem êxito subir ao poder pela força, num golpe conhecido por Putsch da cervejaria. Condenado à 5 anos de prisão (dos quais cumpriu 9 meses), Hitler escreveu na Prisão de Landsberg sua famosa obra Mein Kampf (Minha luta – 1924).
Apesar de ser um importante tratado político por explicar a filosofia nazista, Minha luta é cheio de monólogos enfadantes, divagações e banalidades que exaltam o anti-semitismo e a superioridade da raça ariana.
Sete anos depois de sua prisão, nas eleições de setembro de 1930, os nazistas se tornaram nas urnas, o segundo maior da Alemanha (elegendo 107 membros).
Em 27 de fevereiro, após Hitler ter sido nomeado Chanceler, os nazistas atearam fogo no Reichstag (Parlamento Alemão) e colocaram a culpa nos comunistas. Foi o pretexto para dissolver o Partido Comunista e perseguir seus membros, com a prisão de pelo menos 4,5 mil comunistas e social-democratas.
Apesar disto, nas eleições de 5 de março, “a composição do Legislativo extraída das urnas, foi esta: 288 deputados nazistas, 118 socialistas, 70 do centro, 52 alemães nacionalistas, 28 populistas bávaros e 81 comunistas. O Partido Nazista tinha 43,9% do Reichstag. Para dispor de maioria absoluta, Hitler ‘convidou’ os comunistas a não se empossarem. Compreendendo que se não entendessem a mensagem morreriam, eles não se apresentaram; e sua eliminação deu aos nazistas 52%dos votos dos deputados.” (Lições do Nazismo. Jornal O Estado de São Paulo. São Paulo/SP. Pág. A2. 27 de maio de 1995. Artigo do editorialista Arnaldo Lacombe.)
Porém cerca de um ano depois aconteceu algo decisivo para subida de Hitler ao poder: o presidente Hindenburg morreu. O Parlamento – então presidido pelo herói da aviação alemã e viciado em morfina Hermann W. Goering – deu plenos poderes a Hitler, que passou a acumular os cargos de Chanceler e Presidente.
Com tanto poder político, Hitler resolveu se auto-proclamar Fuhrer, isto é, guia, chefe e condutor. E instalar o Terceiro Reich, que pretendia ser um reino de mil anos.
A partir disto o Partido Nazista a afastar todos os que tivessem idéias contrárias as suas, utilizando métodos dignos de um partido de trabalhadores: espancamentos, seqüestros, coação e assassinatos de operários, sindica-listas, socialistas e comunistas.

Porém muitos membros do partido e militares antigos não ficaram contentes com o rumo tomado por Hitler, como o homossexual Ernest Roehm (amigo íntimo de Hitler, morto com 3 tiros), Gregor Strasser (baleado em seu escritório), General Kurt von Schleicher (enforcado) e outros 1354 altos funcionários do Governo e do Partido Nazista que foram assassinados. Após este Expurgo sangrento, ocorrido em 1934, os pontos divergentes do programa partidário foram unificados.
Mas tudo isso não explica a questão básica: o que levou este completo desconhecido a conquistar tanto poder?
Vejamos: Hitler apareceu numa Alemanha derrotada na 1ª Guerra Mundial (1914); humilhada e desonrada pelo Tratado de Versalhes (1919); invadida pela França (1923) que havia tomado o Vale de Rhur, onde ficavam as principais industrias alemãs; sofria uma das maiores inflações da História – em outubro de 1923 o dólar chegou a valer 8 bilhões de marcos; e cerca de 26,3 % da força de trabalho estava desempregada (janeiro de 1933).
Em um momento conturbado e crítico como este, foi fácil para Hitler comover a multidão com seu discurso irado e seus gestos dramáticos. A atriz, bailarina e cineasta oficial do nazismo Leni Riefenstahl, descreveu no seu livro The sieve of time (A peneira do tempo – 1987):
“A primeira vez que ouvi falar de Hitler foi (…) em abril de 1932. Notei como as pessoas ficam emocionadas quando falavam a favor ou contra ele, então fiquei interessada e fui ouvi-lo. Foi como ser atingida por um raio. Naquele discurso ele só falou em paz e trabalho, e nos males de uma sociedade de classe – não falou uma palavra sobre racismo. (…) Quando o ouvi, fiquei imediatamente convencida de que ele poderia nos salvar do abismo que parecíamos estar confrontando.” (Leni Riefenstahl fala de seu amor por Adolf Hitler. Jornal Folha de São Paulo. Pág. 6-5. 29 de novembro de 1992)
Nuremberg, 1934
Quando em 1934 foi feito um filme sobre o Dia do Partido em Nuremberg – chamado O triunfo da vontade – o vice-presidente nazista Walther R. Rudolf Hess “só falou em paz… e trabalho… contra o desemprego… nem uma palavra sobre judeus ou qualquer coisa ideológica.” (Leni Riefenstahl fala de seu amor por Adolf Hitler. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado.)
Naquele dia ocorreu a mais poderosa e cuidadosa-mente planejada demonstração da ideologia nazista. Cada orador, principalmente Hitler, destacou que “uma sociedade baseada na harmonia e no ‘pertencer’ interior (‘zusammengehokigkeit’) – deve obviamente rejeitar aqueles que não pertencem a ela – àqueles que, devido a suas origens, não podem estar em harmonia com ela.” (Leni Riefenstahl fala de seu amor por Adolf Hitler. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado)
O Fuhrer havia alcançado mais que mera popularidade. Hitler era adulado, idolatrado e adorado por seus seguidores. Era uma religião. Ele havia escrito que “o futuro do movimento (nazismo) depende do fanatismo, mesmo da intolerância, com a qual seus adeptos o defenderem como única causa justa e defenderem-na em oposição a quaisquer outros esquemas de caráter semelhante.” (Hitler, Adolf. Minha Luta. São Paulo/SP. Editora Moraes. Pág. 223. Edição de 1983)
Em seu livro Por dentro do III Reich, o arquiteto de Hitler, Albert Speer registrou:
“Naquela época, eu admirava tais discursos. Certamente, na minha opinião, muito mais pelo conteúdo pensador do que pelo brilho da retórica. Quando entrei em Spandau, pretendia relê-los, quando voltasse à liberdade. Eu supunha encontrar neles algo do meu antigo mundo, quando não me repelira. Vi-me porém desiludido. Os discursos tinham significado muito para mim, naquela época. Agora estão vazios de sentido, sendo superficiais e vãos (…). Não pude compreender por que as palavras de Hitler me impressionaram tão profundamente naquele tempo. A que se devia isso?” (Speer, Albert. Por dentro do III Reich. São Paulo/São Paulo. Círculo do Livro. Pág. 73. 3ª edição. 1975)

Nossa essa reportagem sobre o nazismo ta muito legal eu adoro saber e estudar sobre as coisas que aconteceram na Segunda guerra ,Meu sonho é viajar para alemanha para ver tudo sobre o nazismo e sobre os museus!
É curioso e muito assustador ao mesmo tempo,essa criatura com idéias brilhantes pensamentos que covencia não só ele,mas também muitas pessoas!..e se o plano tivesse dado certo?..Na minha opinião nunca daria!!..pois ainda acho que Hitler foi uma réplica da besta onde o demônio se pronunciou..mas não era a hora ainda.
Daniel],
O que eu nao entendo e que como uma pessoa lider de pequeno partido alemao consegue tanto poder
e com suas ideias malucas de domina a alemanha e o mundo
o que eu tenho em mente e que ele nao passa de um amanhonet ussad pelo ant-cristo que que tinha em mente devasta do mundo todosos judeus
“Gostei muito de ter lido esta reportagem,esclareu-me sobre vario pontos da tragetória deste ‘demônio’que muitos ainda esistem em adorá-lo.
bom,oque acabei de ler aqui e realmente muitoo interessante entender a cabeça de alguem que achava que o mundo podia ser dominado por si mesmo com o movimento nazista,ele e um ditador incrivel não no bom sentido mas seu poder de liderança,de poder mesmo,de conseguir tantos seguidores e por eles ser adorado,Hitler foi um homem, uma criatura ditadora que certamente nasceu para liderar e proclamar o mal,ser nazista e proclamar o mal,não a bem nenhum em ser nazista,ameii a reportagem:) tambem tenho um grande sonho de poder viajar ate alemanha e ver mas sober a historia deste ditador nazista.
muito boa a reportagem!!!
e um viva a liberdade!