“O TEMOR DO SENHOR É O PRINCÍPIO DE TODA A SABEDORIA. SÓ OS LOUCOS RECUSAM SER ENSINADOS” (PROVÉRBIOS 1.27)
Na última frase de Minha luta, Hitler exalta Dietrich Echkart, como “o homem que como um dos melhores dedicou a sua vida à ressurreição de seu, do nosso povo, tanto no pensamento como na ação”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 426) Echkart era uma espécie de sumo sacerdote da mística Thule Gesellschaft (Sociedade Thule). Extremamente anti-semita, Echkart morreu aos 55 anos de um ataque cardíaco, causado por sua dependência de morfina.
Por que Hitler dedicaria seu livro Mein Kampf a Echkart? Qual seria a relação de Hitler e do Partido Nazista com a Sociedade Thule? Pense nisso!
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Em maio de 1912 surgiu a Germanenorden (Ordem dos Teutões) durante uma conferência de ocultistas organi-zada pelos discípulos do místico e anti-semita Guido von List (1848-1919). List foi profundamente influenciado pelos escritos de Madame Blavatsky (fundadora da Sociedade Teosófica) e via uma conspiração judia contra a raça ariana. Entre os seus díscipulos ideológicos estava o padre Lanz.
A Germanenorden era um grupo de místicos baseado no príncipio da origem superior da raça ariana e do anti-semitismo. Muitos membros da Germanenorden vieram a ocupar altos cargos no Partido Nazista. Três anos depois, Rudolf von Sebottendorff se juntou ao grupo.
Sebottendorff era um maçom, praticante de medita-ção, astrologia, numerologia e do Sufismo. Alguns anos antes Sebottendorff apareceu na Alemanha afirmando haver descoberto “a chave para a realização espiritual”, que era “um conjunto de exercicios numerológicos de meditação que continham pouca semelhança com o Sufismo ou a Maçonaria”. (Mark Sedgwick, Mark. De encontro ao mundo moderno, pág. 66)
Em 17 de agosto de 1918, Sebottendorff fundou a Sociedade Thule, após receber a autorização de Hermann Pohl, um dos fundadores da Germanenorden.
No começo a recém fundada sociedade se auto-denominou Studiengruppe für germanisches Altertum (Grupo de estudo para antiguidade germânica). Mas logo o grupo começou a se envolver com política e disseminar propaganda anti-republicana e anti-semítica.
Ao se envolverem com a política, o grupo fundou o Deutsche Arbeiter-Partei (Partido alemão dos trabalha-dores), que mais tarde se tornaria o Nationalsozialistichen Deutschen Arbeiterpartei (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães). Do nome Nationalsozialismus surgiria a abreviatura alemã Nazismus.
Até mesmo o jornal oficial desta seita ocultista Münchener Beobachter (Observador de Munique), se tornaria o Völkischer Beobachter (Observador do Povo) – o jornal do Partido Nazista.
Em 1923 enquanto cumpria sua pena na Prisão de Landsberg, Hitler foi iniciado na Sociedade Thule por Rudolf Hess.

A suástica era o símbolo da Sociedade Thule.
O nome Thule, segundo as lendas de origem grega, seria a mais distante terra conhecida do Norte, um continente perdido, uma espécie de paraíso habitado por deuses. A Sociedade Thule acreditava que esta terra seria habitada pelos hiperbóreos, nos quais residiria a origem da “raça ariana”.
São várias as sociedades secretas que afirmam que esta terra era habitada pelos hiperbóreos. A lenda dos hiperbóreos aparece também na obra Fausto (1831), do escritor alemão Johann W. Goethe.
Quando jovem, Hitler foi devoto das óperas do compositor alemão Richard Wagner, que sempre glorificava os furiosos e tenebrosos titãs. Wagner compôs uma série de óperas baseadas nos mitos germanos. Em sua ópera Parsifal, Wagner exalta a existência dos hiperbóreos.
Entre 1883-1885, o filósofo alemão Friedrich W. Nietzsche escreveu Assim falou Zarathustra, um livro para todos e para ninguém. Nele, Nietzsche desenvolveu uma moral anticristã e atéia, exaltando a vontade do grande indivíduo (super-homem) e celebrando a vida que sempre se renova em eterno retorno.
Os escritos de Nietzsche também colaboraram para que Hitler formulasse a concepção da raça superior. Devemos lembrar que Nietzsche começa sua obra com a frase: “Consideremos-nos o que realmente somos. Somos hiperbóreos”. (Hitler, o Quase-Anticristo. Revista Notícias de Israel. Porto Alegre/RS. Chamada da Meia-noite. Pág. 05. Março de 1995. Artigo de Dave Hunt)
Em 1933, Hitler ofereceu a presidência da Academia Alemã para o poeta alemão Stefan Anton George, que transmitia em seus versos a visão hinduísta de maya, na qual tudo é ilusão. Além disso, Hitler era admirador do poeta místico alemão Gerhart Hauptmann, que havia ganho o prêmio Nobel de Literatura em 1912.
O filósofo do movimento nazista era o educador Alfred Rosenberg, também membro da Sociedade Thule, que divulgava a supremacia do povo alemão e fazia de Hitler um super-homem (como o da prosa de Nietzsche). Rosenberg afirmava que os únicos descendentes legítimos dos povos do norte (dos hiperbóreos) eram os alemães.
Profecias
No dia 1 de setembro de 1939 o exército alemão invadiu a Polônia. Dois dias mais tarde, Inglaterra e França declaravam guerra a Hitler. Assim a Segunda Guerra Mundial havia começado.
Poucos dias depois, a esposa de Joseph Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler, encontrou nas profecias de Nostradamus “evidências” da guerra que iniciava. Motivado, Goebbels determinou o estudo completo de todas as 942 quartenas escritas pelo adivinho francês.
“Ele (Goebbels) se apropriou de uma suposta profecia da centúria 3, quadra 8, que parecia indicar uma derrota total da França, para incentivar seus soldados de que a vitória já estava garantida. Quando ele começou a campanha contra a França, Nostradamus estava em todas as bocas. Até nos EUA se ouvia dizer: ‘Ele predisse tudo’.” (Revista Defesa da fé. Jundiaí/SP. Instituto Cristão de Pesquisas. Edição 69)
Goebbels escreveu em seu diário: “Foi traçado um plano, mostrando como podemos obter ajuda do ocultismo em nossa propaganda. Estamos realmente fazendo progressos (…) Portanto, estamos contratando os serviços de todos os peritos que podemos encontrar em ocultismo, profecias, etc.’ Nostradamus terá, novamente, de conformar-se em ser citado”. (Roger Manvell e Heintich Fraenkel. Doutor Goebbels. Pág. 203. Edição de 1960)

Bispos Católicos fazem a saudação nazista em honra a Hitler. Na foto os Bispos estão acompanhados por Wilhelm Frick e Joseph Goebbels.
Entre as profecias mais utilizadas estava a de Santa Odila que dizia: “… o tempo em que a Alemanha será chamada a nação mais belicosa da Terra. É a época que surgirá em seu seio o guerreiro terrível, o qual empreenderá a guerra contra o mundo, e a quem os homens que estão sob as armas chamarão de o Anticristo… O conquistador surgirá nas margens do Danúbio. Ele será um chefe notável entre todos os homens: a guerra que empreenderá será a mais terrível que os homens jamais sofreram, até o cume das montanhas…”
Suástica

Em 1925 a Coca-cola fabricou um chaveiro em forma de suástica. Naquela época, a suástica ainda era vista no Ocidente como símbolo de “Boa Sorte”.
Para constratar com a Cruz, um símbolo de origem judaica na concepção nazista, Hitler adotou a Suástica. Hitler afirmou que viu “na cruz suástica a missão da luta pela vitória do homem ariano.” (Speer, Albert. Por dentro do III Reich. Obra citada. Pág. 311)
Não escolhido por acaso, a suástica era o antigo símbolo do bem-estar e prosperidade para gregos, celtas, ameríndios e hindus. Em sânscrito significa boa sorte.
Mas a suástica também era símbolo da Germanenorden, depois da Sociedade Thule e também da Sociedade Vril, uma sociedade esotérica de origem indiana.
Na Alemanha o líder da Vril era o brilhante professor Karl Haushofer que influenciou Hitler profundamente. Karl fundou a Sociedade Vril em Berlim no ano de 1915. Aluno do místico e metafísico armênio George Gurdjieff, Haushofer via os judeus como traidores. Por fim, ele e sua esposa cometeram suicídio em 1946.
Na casa de Hitler em Obersalzberg, viam-se suásticas em figurinhas, em almofadas bordadas por partidárias, com o sol nascente ou com a expressão Fidelidade Eterna. E na casa de Goering havia uma espécie de capela dedicada à suástica.
No período em que Hitler alcançou o poder, na Igreja Evangélica Alemã, “(…) as suásticas compartilhavam do altar ao lado da cruz, e os cristãos seculares viram Hitler como um profeta para restaurar o cristianismo e a religiosidade do povo alemão“. (A Igreja e a sua missão, Rio de Janeiro/Rio de Janeiro. CPAD. Lição 11)
Konrad Franke, uma Testemunha de Jeová alemã, relata fatos semelhantes: “… Eu tive o privilégio de viajar com o Irmão Albert Wandres de Wiesbaden para Berlim… mas ficamos chocados quando chegamos ao Tennis Hall [a sede da Watchtower em Magdeburg] na manhã seguinte… Quando entramos, vimos o hall enfeitado com bandeiras Suásticas!…” (Penton, M. J. A story attempted compromise, Pág. 50, primavera de 1990)
Autor: Eliy Wellington Barbosa da Silva
gostava de saber quais os nomes que se usavam antigamente a cruz alemâ nazista