“E, ABRINDO PEDRO A BOCA, DISSE: RECONHEÇO POR VERDADE QUE DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS” (ATOS 10.34)
“Esta é uma mais relevantes questões da história moderna, devido às implicações filosófico-morais que traz consigo: como pôde um povo culto e civilizado seguir até o fim uma liderança criminosa, devastando a Europa numa escala inaudita, de maneiras inimagináveis até então?” (Psicanálise tenta explicar nazismo. Jornal Folha de São Paulo. Pág. 6-6. 29 de novembro 1992)
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Em 1923 os nazistas, liderados por Hitler, tentaram sem êxito subir ao poder pela força, num golpe conhecido por Putsch da cervejaria. Detido na Prisão de Landsberg, ali Hitler escreveu sua famosa obra Mein Kampf (Minha luta – 1924). Os textos de Minha luta exaltam o anti-semitismo e a superioridade da raça ariana.
Quando criança, Hitler recebeu “lições de canto no coro paroquial de Lambach” e, tornar-se sacerdote, era então sua “aspiração mais elevada”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 16) Hitler conheceu também o padre da ordem dos Cistercianos Adolf Joseph Lanz, um ardoroso defensor da raça ariana.
Com o padre Lanz, aprendeu que o ariano possui “a mais elevada semelhança de Deus”, “a maravilha do Criador” (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 241) Hitler acreditava que “a missão da conservação e do progresso de uma raça superior escolhida por Deus é que deve ser vista como a mais elevada”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 250) Por isso o casamento entre raças deveria ser evitado, pois é “uma instituição destinada a reproduzir a imagem de Deus e não criaturas monstruosas, meio homens meio macacos”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 252)
O cristianismo de Lanz era perverso, com um Cristo que anunciava a pureza, anjos como seres puros da raça e a luta entre arianos e “homens-animais” (negros e judeus) como a luta do julgamento final. Em Minha Luta Hitler havia declarado: “acredito agora que ajo de acordo com as prescrições do Criador Onipotente. Lutando contra o judaísmo, estou realizando a obra de Deus.” (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 52)
Hitler classificava os judeus como “retrógrados”, “parasitas da humanidade”, “roubadores e opressores”, “destruidores e mentirosos”, “calamidade equivalente à peste”, “eternas sangue-sugas”, “abomináveis”, “castigo do céu para os outros povos” e “mestres da mentira”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 144, 103, 104, 129, 153, 200, 201, 203, 224)

Em seu livro, Hitler dizia que os lampônios, esquimós, chineses e todos os povos da América do Sul, eram “inferiores”. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 247, 244, 248, 186) Quanto aos negros, Hitler os chamava de “primitivos e atrasados”, “meio macacos” e “indivíduos inferiores”, do mesmo nível dos animais inferiores como o cavalo. (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 253, 267, 191) Em sua loucura, Hitler chegou a afirmar que se um negro se torna advogado, professor, pastor ou primeiro tenor, “trata-se na realidade de um adestramento, como o do cão, e nunca de educação científica.” (Hitler, Adolf. Minha Luta. Obra citada. Pág. 267)

Nuremberg, 1934
Quando em 1934 foi feito um filme sobre o Dia do Partido em Nuremberg, o vice-presidente nazista Walther R. Rudolf Hess “só falou em paz… e trabalho… contra o desemprego… nem uma palavra sobre judeus ou qualquer coisa ideológica.” (Leni Riefenstahl fala de seu amor por Adolf Hitler. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado)
Em abril de 1933 o governo alemão havia sido criada a GESTAPO (Geheime Staatspolizei). Agora em 1936 a Gestapo já possuía plenas liberdades para interrogatórios especiais aos quais deveriam se submeter poloneses, comunistas, russos, marxistas, terroristas, agentes de ligação, sabotadores, marginais, trabalhadores insubordinados, vagabundos e estudiosos da Bíblia.
Foi justamente a GESTAPO o orgão utilizado para por em prática a solução final que culminou com a morte de 6.271.600 judeus e de 500 mil ciganos, entre outros. Crê-se que, de uma população de 3 milhões de judeus que povoavam a Polônia antes da Guerra, restaram menos de 500 mil em 1945.

No dia 30 de abril de 1945 Hitler e sua amante Eva Braun, juntamente com o pervertido sexual Joseph Goebbels, sua esposa Magda e seus seis filhos, cometerem suicídio. Interessante é “que aquele ser, tão precioso para milhões de seus patrícios, morreu, derrotado pelos que considerava inferiores e subumanos (os russos).” (Psicanálise tenta explicar nazismo. Jornal Folha de São Paulo. Artigo citado)
O catolicismo romano também foi um dos responsáveis pela divulgação do anti-semitismo no Ocidente. Durante a Idade Média, para fazer parte do Tribunal do Santo Ofício, cujo objetivo era manter puro os dogmas da fé católica, um dos requisitos era provar que possuía sangue limpo, que na linguagem inquisitorial significava não descender de judeus.
Pinchas Lapide observa, em Jesus in two perspectives: a Jewish-Christian dialogue, que “não menos do que noventa e seis conselhos eclesiásticos e cento e catorze papas publicaram editais contra os judeus, ridicularizando, desprezando, deserdando e despojando a todos, tratando-os como párias e levando Israel à beira da destruição.” (As religiões do mundo. São Paulo. Cia Melhoramentos de São Paulo. Pág. 306. 1996)

Documentos da Gestapo que revelam que o líder das Testemunhas de Jeová Fritz Winkler colaborou com o Nazismo, culminando com a execução de 635 Testemunhas de Jeová
Em 1937 o presidente mundial das Testemunhas de Jeová escreveu em seu livro Inimigos: “Entre os instrumentos que ela (a Prostituta de Babilônia) usa, estão os homens ultra-gananciosos chamados ‘Judeus’ que só procuram o lucro pessoal”. (Rutherford, J. F. Enemies. Obra citada. Pág. 281, 1937)
Apesar do primeiro presidente das Testemunhas de Jeová, Charles T. Russel, apoiar o Sionismo, cerca de 16 anos depois de sua morte isso havia mudado. Rutherford, o novo presidente mundial, escreveu:
“…durante a [Primeira] Guerra Mundial, os Judeus receberam reconhecimento das nações gentias. Em 1917 surgiu a Declaração Balfour, patrocinada pelos governos pagãos da organização de Satanás, que deu reconhecimento aos Judeus e concedeu-lhes grandes favores…. Os Judeus receberam mais atenção do que realmente mereciam.” (Rutherford, J. F. Vindication [Vindicação]. The Watchtower Bible & Tract Society. Vol. 2. Pág. 258, 1932)
Em 1995 o bispo de Versalhes, França, monsenhor Jean-Charles Thomas foi obrigado a retirar seu imprimátur (permissão para imprimir texto submetido à censura). A obra em questão, conhecida por Bíblia das Comunidades Cristãs, foi considerada anti-semita, tanto no texto quanto nas notas. Nela “os ritos judeus são objetos de sarcasmos vulgares” e “retoma a acusação de deicídio [assassinos de Deus] do povo judeu” (assassinos de Deus). (Vaticano desautoriza venda de Bíblia com texto anti-semita. Jornal O Estado de São Paulo. Artigo citado)
O mais estranho é que esta Bíblia já era vendida há mais de 20 anos, nas línguas espanhola e inglesa, com o nome de Bíblia Latino-Americana.
Autor: Eliy Wellington Barbosa da Silva
Se algum dia alguém teve conhecimento do que aconteceu na época de Hitler e conseguiu esquecer, esse alguém é diferente. Não sei se de uma forma especial ou perversa mas de qualquer forma, especial….
Nunca me canso de ler tudo que trate esse assunto e não houve uma única vez que não ficasse chocada com tamanha perversidade.